Endividamento segue crescendo e índice é 6,7% maior que há um ano

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A PEIC (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), desenvolvida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra que no mês de março o índice ficou em 70,1% em Campo Grande (MS), ligeiro aumento em relação a fevereiro e, comparado a março do ano passado, 6,7% maior.

São consideradas dívidas compromissos como: cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimo pessoal, prestações de carro e seguros.

“Percebemos também aumento do percentual de consumidores que indicam contas em atraso, ficando em 28% neste mês. Entre famílias com renda de até 10 salários mínimos, esse índice chega a 31,4% dos entrevistados, enquanto entre os que têm renda superior o índice é de 13,3%”, observa a economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS (IPF-MS), Regiane Dedé de Oliveira.

O tipo de dívida também é diferente conforme a faixa de renda das famílias, sendo que para todos o cartão de crédito é o principal meio de endividamento (67,6%). Entre as famílias de menor renda, sem seguida vêm os carnês (20,7%) e o crédito pessoal (11,2%). Para as famílias com renda superior a 10 salários mínimos os financiamentos de carro são apontados por 26,3% e 15,8% mencionam financiamentos de casa, mesmo percentual dos que mencionaram os carnês nesta faixa de renda.

Quanto ao nível de comprometimento da renda com as dívidas, a diferença entre as faixas de renda é menos significativa. Para as famílias de menor renda o comprometimento médio é de 29,3% e entre as demais 32,6%.

Confira a pesquisa:

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