O Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur/MS), ligado ao Sistema Fecomércio, participou nesta sexta-feira (05), em Brasília -DF, de reunião com o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) para tratar da demanda do trade turístico relacionada à pesca esportiva na zona de amortecimento do Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense (PARNA). O encontro integra as ações que vêm sendo conduzidas pelo setor diante do impasse sobre pesquisas de impacto na Calha do Rio Paraguai — área utilizada pelos barco-hotéis que operam viagens de alto valor agregado voltadas ao turismo de pesca esportiva.
Segundo o presidente do Cetur-MS e do Sindha/MS, Juliano Wertheimer, a reivindicação apresentada por representantes de Corumbá busca “permitir a prática do pesque e solte na Zona de Amortecimento, onde hoje se perde quase um dia inteiro de navegação sem possibilidade de pesca”. Ele explica que os barco-hotéis operam sob regime de cota zero, “com regras mais restritivas que a própria legislação, garantindo que nenhum peixe seja retirado da natureza”.
A reunião contou com a equipe técnica responsável pelo uso público dos parques nacionais e resultou no encaminhamento para uma nova rodada de diálogo em Corumbá, reunindo ICMBio, CNC, entidades empresariais, comunidades locais, poder público e pesquisadores. Também será acionado o Ministério Público Estadual, já inteirado do tema.
Como desdobramento, ficou pactuada a realização de um seminário técnico previsto para o primeiro semestre de 2026, onde serão apresentados dados, estudos e argumentos das diferentes instituições envolvidas. A iniciativa deve subsidiar possíveis ajustes na normativa que regula o uso da região.
“A posição inicial foi positiva, embora cautelosa. Avançamos mais rapidamente do que esperávamos e agora iniciaremos a construção do seminário, que poderá orientar uma política mais atualizada para o PARNA”, conclui Wertheimer.