Nota Pública: Impactos da Greve do Transporte Coletivo em Campo Grande

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A paralisação total do serviço de transporte coletivo urbano em Campo Grande, iniciada nesta segunda-feira, 15 de dezembro de 2025, em pleno período que antecede o Natal – época de maior movimentação econômica do ano –, configura um cenário de grave crise social e econômica, com prejuízos que se alastram por toda a comunidade.
A interrupção do serviço, essencial para a mobilidade de mais de 100 mil passageiros diariamente é motivada, conforme o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano (STTCU-CG), pelo atraso no pagamento de salários, 13º salário e benefícios aos motoristas e demais funcionários do Consórcio Guaicurus.

Prejuízos Irreparáveis à População e à Economia
Os impactos desta paralisação são sentidos de forma imediata e abrangente:
• Trabalhadores: Milhares de pessoas estão impedidas de chegar aos seus locais de trabalho, resultando em faltas, redução da produtividade e perdas salariais. Para muitos, a ausência de ônibus significa a impossibilidade de manter o emprego, afetando o sustento de suas famílias.
• Comércio e Consumo: O período que antecede o Natal é crucial para o comércio local. A dificuldade de deslocamento reduz drasticamente o fluxo de consumidores às áreas de compra, acarretando prejuízos financeiros irreparáveis para os comerciantes em geral, quer sejam lojistas, supermercados, farmácias, área de alimentação, entre outros, impactando toda a cadeia econômica da cidade.
• Custo de Vida e Transporte Alternativo: A ausência de ônibus levou a um aumento exorbitante nos preços das corridas por aplicativos e táxis, elevando o custo de deslocamento para quem precisa se locomover, onerando inclusive as famílias que tem deslocamento para atendimento em postos de saúde e hospitais.
Crítica à Irresponsabilidade e Omissão
A responsabilidade por esta crise recai sobre os atores que não cumpriram com seus deveres, levando ao colapso do sistema.

  1. O Consórcio Guaicurus: Alega enfrentar uma crise financeira e dificuldades em obter crédito, atribuindo parte do problema à inadimplência da Prefeitura em repasses. No entanto, o atraso sistemático no pagamento dos trabalhadores, em um serviço público essencial, demonstra uma falha grave de gestão e compromisso.
  2. O Responsável pelo Município (Poder Concedente): A Prefeitura, por sua vez, afirma estar em dia com os repasses e critica a falta de comunicação formal sobre a greve. Contudo, a crise do transporte coletivo não é um evento isolado, e a omissão na fiscalização rigorosa do contrato de concessão, ou na busca por soluções preventivas para problemas administrativos alertados na Câmara Municipal, torna o poder público co-responsável pelo caos instalado.
    É inadmissível que, em um momento tão sensível para a economia e para a vida social da Capital, a população seja penalizada pela inércia e pelo descumprimento de obrigações básicas por parte do Consórcio e pela falta de ação efetiva do poder municipal.
    Exigimos uma solução imediata e definitiva para que o serviço seja restabelecido com urgência, garantindo os direitos dos trabalhadores e a mobilidade da população, a fim de minimizar os danos causados por esta crise de gestão e responsabilidade.

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