O ICEC (Índice de Confiança dos Empresários do Comércio) de Campo Grande acompanhou a trajetória nacional e apresentou queda significativa no primeiro mês de 2026, conforme a pesquisa da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), com a análise do Instituto de Pesquisa da Fecomércio MS (IPF-MS).
A retração do índice em relação a dezembro — quando o ICEC já estava na zona negativa, abaixo de 100 pontos — foi de 6,1%. O indicador de contratação de funcionários foi o que apresentou a maior queda, de 10,6%.
Em relação a janeiro do ano passado, a retração na confiança é ainda maior: 12,3%. “Na comparação mensal, as empresas que operam com semiduráveis e não duráveis são as que mais apresentaram queda na confiança; já na análise anual, foram os segmentos de semiduráveis e duráveis — como eletrônicos, eletrodomésticos e veículos — que apresentaram as quedas mais importantes, de 16,3% e 12,4%, o que é um reflexo do patamar elevado das taxas de juros”, explica a economista do IPF-MS, Regiane Dedé de Oliveira.
O ciclo de altas da taxa básica de juros, a Selic, encarece o crédito e desestimula o consumo de bens de maior valor agregado.
Ainda de acordo com a pesquisa, mais da metade dos empresários entrevistados, 51,1%, acreditam que as condições atuais da economia brasileira pioraram muito, e outros 35,4% dizem ter piorado um pouco. Também é prevalente a parcela que vê piora nas condições do setor e da própria empresa.
Por outro lado, há sinais de resiliência. “Mais da metade dos entrevistados, 55,8%, têm expectativa de melhora para a economia brasileira e, da mesma forma, para o comércio e, quando projetam a empresa para um cenário futuro, mais de 76% estão otimistas”, acrescenta Regiane.
Confira a pesquisa na íntegra: