A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), pesquisa da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), ficou em 108,7 pontos em abril frente a 109,7 em março, permanecendo maior entre as famílias com renda superior a 10 salários mínimos. Em relação a abril de 2025, o índice aumentou 7%.
“Comparado a março, a maioria dos indicadores que compõem o índice apresentou queda, como a perspectiva profissional, a avaliação da renda atual e do momento para compra de bens duráveis, uma percepção que pode estar associada à pressão da inflação, que vem em uma crescente, sobre o orçamento doméstico”, avalia a economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS (IPF-MS), Regiane Dedé de Oliveira.
Em relação à renda, ao comparar com o mesmo período do ano passado, 32,2% informaram que melhorou, frente a 15,8% que informaram piora. Mas o contraste é grande no recorte por renda. Entre as famílias com renda de até 10 salários mínimos mensais, 30,4% informaram melhora e 17,1% perceberam redução ao passo que entre as que têm faixa superior de renda os índices foram de 41,8% e 9,2%, respectivamente.
Outro dado revelado é que 24,8% dos entrevistados acreditam que o acesso ao crédito ficou mais difícil, enquanto 15% acreditam que está mais fácil. Quanto ao nível de consumo atual, 33,9% das famílias informam redução, 21,5% dizem que estão comprando mais e 44,3% mantêm o mesmo patamar de consumo.
Confira a pesquisa na íntegra: