Tarifa adicional dos EUA exige atenção, mas impacto direto sobre Mato Grosso do Sul é reduzido

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Medida anunciada pelos Estados Unidos tem impacto direto limitado para o Estado, mas exige atenção aos efeitos indiretos sobre a economia, o consumo e os investimentos.

A decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos importados acende um alerta para a economia global e brasileira. Para Mato Grosso do Sul, no entanto, o impacto direto tende a ser mais limitado, embora os efeitos indiretos precisem ser acompanhados com atenção.

Levantamento aponta que os principais itens da pauta exportadora sul-mato-grossense ficaram fora da lista de produtos afetados pela medida. Entre eles estão carne bovina, celulose, ferro-gusa e minérios — o que reduz a exposição imediata do Estado ao chamado “tarifaço”.

Estado tem cenário mais favorável, mas exige monitoramento

O presidente do Sistema Comércio MS, Juliano Wertheimer, destaca que o cenário é relativamente positivo para o Estado, mas reforça a importância do acompanhamento contínuo.

“O Sistema Comércio MS segue atento a essas movimentações. Nosso compromisso é manter os empresários bem-informados, com análises qualificadas e orientações que contribuam para decisões mais seguras. Também atuamos no sentido de apoiar o setor na adoção de medidas que possam mitigar eventuais impactos, preservando a competitividade e a sustentabilidade dos negócios no estado.”

Mesmo com impacto direto reduzido, especialistas apontam que mudanças no comércio internacional podem influenciar variáveis macroeconômicas importantes, com reflexos no ambiente de negócios e na atividade produtiva.

Nesse contexto, o comércio e os serviços tendem a sentir os efeitos de maneira gradual, principalmente por meio de alterações no emprego, na renda e no consumo, exigindo atenção contínua ao cenário econômico.

Reflexos chegam ao comércio e serviços

As mudanças no comércio internacional podem influenciar diferentes setores da economia estadual. O comércio tende a sentir os impactos por meio da variação no emprego, na renda e no consumo, enquanto os serviços acompanham os reflexos nas cadeias produtivas e na logística.

A economista do IPF-MS, Regiane Dedé, explica que, apesar do impacto direto reduzido, o cenário exige atenção às variáveis macroeconômicas.

“Embora o impacto direto sobre Mato Grosso do Sul seja limitado, a imposição de tarifas adicionais pelos Estados Unidos pode gerar desdobramentos no cenário macroeconômico, com possíveis reflexos sobre variáveis como inflação, câmbio e nível de atividade econômica. Esses efeitos podem repercutir sobre o consumo e os investimentos e, consequentemente, influenciar o desempenho dos setores de comércio e serviços ao longo dos próximos meses.”

Momento é de cautela

A avaliação é de que não há motivo para preocupação excessiva neste momento, mas sim para acompanhamento constante dos desdobramentos.

Mudanças no cenário internacional também podem abrir oportunidades para o Estado, como a diversificação de mercados, aumento da competitividade e ampliação de rotas logísticas.

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